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terça-feira, 29 de agosto de 2023

Djavan iluminou a noite mágica de sábado do FIB em companhia de Glória Groove, Leo Santana e Lincoln

FIB 17 Anos - Foto: @laeciolacerda                   

@carlinhosmaciel.oficial 

Se tem uma noite que sempre atrai um mix de pessoas de várias "tribos" no Festival de Inverno Bahia (FIB), poderíamos dizer que é a de sábado. Ela tem a vantagem de se prolongar por mais horas, pois o dia seguinte não é dia de trabalho. Isso faz com que pessoas de outras cidades e estados cheguem em peso para Vitória da Conquista, a "Suíça baiana", assim chamada por ser uma cidade de clima frio, mas este ano o clima mudou e ela está mais acalorada. 

Djavan - foto: @laeciolacerda

Nesta segunda noite de FIB, teve dois artistas que nunca se apresentaram no evento: Djavan e Glória Groove.  No palco principal ainda teve Lincoln, que ganhou na votação popular do ano passado, quando se apresentou no palco alternativo do festival, e Léo Santana, que esteve por aqui em 2019.

                                                                   Djavan - Foto: @laeciolacerda 

A apresentação de Djavan foi qualquer coisa de muito especial. O artista, um ícone da música brasileira, abriu o show usando um traje com capuz no tom claro e homenageando os povos indígenas, ele fez um agradecimento a Ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara, a autora do texto que abriu brilhantemente o show. O setlist de Djavan teve muitos sucessos de sua longa discografias e algumas canções do seu último álbum intitulado "D". Nesta viagem musical ele trouxe os sucessos "Boa Noite" (1992), "Outono" (2021), "Cigano" (1989), "Flor de Lis" (1976), "Um Amor Puro" (1999) e "Oceano" (1989) dentre outras que marcaram a carreira de quase de 5 décadas do artista. O público estava em êxtase a cada canção apresentada pelo artista, e por duas vezes no final, ele perguntou: "Vocês querem mais?", bem, se fosse atender o público a cada "sim" como resposta, ele nem sairia do palco. 

Gloria Groove - Foto: @laeciolacerda 

Entrando na lista de artistas mais esperados neste final, a Gloria Groove, não fez por menos e vestida de vermelho, levou a sua alegria para o palco. Disse que esse show marcava o encerramento da Turnée Lady Last e que agradecia por tudo que aconteceu nesse projeto e complementou anunciando o novo show intitulado "Noites de Glória". Além dos sucessos "Leilão", "Bumbum de Ouro" "Bonequinha", a artista lembrou de Cássia Eller e cantou o hit "Malandragem" com todos os seus fãs em delírio. 

Léo Santana - Foto:@laeciolacerda 

O som da Bahia com muito swing, ficou na responsabilidade de Léo Santana, o Gigante, e ele não deixou por menos, chamou o público pra ele, dançou, vibrou, suingou e mostrou porque é considerado um dos maiores brasileiros no seu estilo. O desfile de sucessos teve "Apaixonadinha" em homenagem a Marília Mendonça, nessa música, pediu ao público para ligar os flashs dos celulares dizendo "Nada é pra mim... é pra ela", foi um momento emocionante do seu show ao lembrar da artista que faleceu em novembro de 2021, no auge da carreira. O Léo ainda cantou "Dono da P* Toda", e aproveitou para cantar a inédita "Golzinho Vermelho", música lançada na quarta-feira 24.

Lincoln - Foto:@laeciolacerda

O sonho de todo artista ou banda que toca nos palcos alternativos, é dar um salto para o palco principal. Esse sonho foi alcançado por Lincoln. A votação popular proposta pelo FIB o levou a realização desse objetivo. O artista já havia se apresentado em edições anteriores no Esquenta FIB e no Palco Arena do FIB de 2022. A Lincoln, coube a responsabilidade de encerrar a segunda noite do FIB. Com um set list com músicas autorais e de outros artistas, ele mostrou para o público um show contagiante e de muita energia.


Foto: Laecio Lacerda


video - @sheilalima_locutora

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Djavan lança mais um disco sofisticado para a MPB: D

capa do álbum - divulgação


@carlinhosmaciel.oficial

Diante de tantas estranhezas que tem sido lançadas nas paradas da música brasileira, finalmente algo para se comemorar: O artista alagoano Djavan lança o seu 25º álbum para o deleite dos seus fãs.

O disco recheado de temas como o amor e a natureza, mostra o quanto o artista é importante para a MPB. O estilo sofisticado de compor, se mistura  a palavras populares e estilosas das suas canções. Os arranjos primorosos faz da sua música algo diferente para quem escuta.

Intitulado simplesmente "D", o disco fala dos problemas que passam a natureza nos dias atuais. Um exemplo é  a canção "Beleza Destruída". Acompanhado de Milton Nascimento ele discute a devastação da floresta: "Ver indígenas e bichos implorando para existir / Faz tão mal, faz tão mal / Mas o homem cego por dinheiro, só sabe dizer / Dizimar, dizimar / Ver tanta beleza destruída / Encolhendo a própria vida, sim, é o fim / Pra quem hoje o fruto do não conta / Logo vai ter conta pra pagar pra viver".   


Djavan, em "Num Mundo de Paz" mostra o quanto isso é importante em nosso viver nesse planeta de tantas guerras. Na letra pede que "Deixar que o vento leve / E o amor se encarregue de tudo / E que a gente volte a sorrir de tudo / E que a vida seja longa e tudo / Num mundo de paz". 


No mais é: Seja bem vindo Djavan, a MPB te agradece!

Álbum disponível em todas as plataformas digitais.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Com classe, crítica e refino musical, Djavan lança o 24º disco da carreira

Foto - facebook

@carlossmaciel


O alagoano Djavan, 69, apresenta "Vesúvio", seu novo disco, nele o artista fala de amor, de política, de natureza com a sutileza e poesia que lhe é peculiar. A faixa-título é a sua reflexão sobre a força e o poder da mulher e do próprio vulcão italiano, o famoso Vesúvio.

A natureza sempre foi retratada em suas composições e desta vez ele fala de "Orquídea", o único samba do álbum. A sua paixão por essa flor é tão grande, que ele cultiva 850 espécies em seu sítio.

Imagem - facebook

Numa entrevista a imprensa ele disse "Sempre tive zelo pela natureza. Quando descobri as orquídeas, esse carinho e a preocupação vieram naturalmente. Ela é tão linda e delicada. Acabei fazendo a letra citando várias espécies para registrar um pouco do que eu sinto por essa flor".

Não agregado a nenhum partido, o cantor aproveitou esse momento conturbado que vive a política para fazer o seu alerta. Isso está claro em Solitude ("Guerra vende armas/ Mantém cargos/ Destrói sonhos/ Tudo de uma vez/ Sensatez/ Não tem vez") e também na canção Viver é Dever ("Tudo vai mal/ Muito sal/ Nada vai bem/ Pra ninguém/ Nessa pressão/ Quem há de dar a mão/ Pra que o mundo/ Saia lá do fundo").

Para não sair do seu lado confortável e indiscutível, que é trazer temas que giram em torno do amor, do romance, das desilusões, o artista compôs Tenho Medo de Ficar Só ("Sem um bem/ Não se vive/ Desvive/ Eu não suporto ser quem sou/ Quando estou sem ninguém"), Um Quase Amor ("Você me pede pra manter segredo/ Sobre o que não aconteceu/  Que eu nada tente dizer/ Do que houve entre você e eu"), Dores Gris ("Pois sem você/ Não saberei quem sou/ Ou o que faço com tanto amor").

Esse novo disco tem uma veia pop mais ascendente que outros trabalhos anteriores lançados por Djavan nos últimos anos. Segundo ele, é uma reflexão da fluidez e naturalidade como foi pensado. Ao se lançar independente, com sua gravadora Luanda, no início dos anos 2000, foi para ter essa liberdade de criação e tempo nos lançamentos dos seus refinados trabalhos.

capa - divulgação

O disco que saiu dia 21 deste mês, tem 12 músicas e mais a versão espanhola de Meu Romance, que o artista lança em parceria com o uruguaio Jorge Dexler como última faixa, com o título de Esplendor. Os singles iniciais foram Solitude e a pop Cedo ou Tarde. A capa foi de foto feita por Nana Moraes e coberta por tinta escura, um azul com tons pretos e dourados, caracterizados pela artista Anna van Steen e maquiagem de Joana Seibel.











quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Djavan lança "Vesúvio" com uma capa super expressiva


capa CD

@carlossmaciel

Vesúvio (Luanda Records / Sony Music), esse é o título do 24º álbum do alagoano Djavan. O lançamento está previsto para este mês de novembro, dia 23. As gravações aconteceram entre os meses de julho e setembro deste ano, quando o artista intercalava shows e gravações de estúdio. As participações são do guitarrista Torcuato Mariano, dos tecladistas Paulo Calazans e Renato Fonseca - estes já o acompanham há muitos anos, e para completar o time, ele contou com Arthur de Palla no baixo e Felipe Alves na bateria.

Do disco, os fãs já conhecem "Solitude" que foi lançada e setembro, e ontem, 31, Djavan disponibilizou nas plataformas de streaming o single "Cedo ou Tarde". Essa faixa é cheia de suingue, numa linha bem pop e com letra interessante: "Aqui / Cedo ou Tarde / É Quando? / Antes eu me mando / Deixo o ar invadir." em outro trecho ele diz "Ali/ Quem manda é o medo / A hora é imprópria para sorrir".

O disco é composto de 12 faixas inéditas e fica a expectativa para saber o que mais será apresentado aos fãs deste consagrado artista da MPB.






João Gomes foi a segunda atração da super sexta no Festival de Inverno Bahia e embalou o público com muitos sucessos

João Gomes — Foto: Laécio Lacerda Um dos shows mais esperados do Festival era o de João Gomes. O artista pernambucano subiu ao palco quase a...