ÓTICAS SOL - O olhos iluminam a vida!

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Lívia Nery surpreende com o ótimo Estranha Melodia, misturando memórias e sentimentos.

Divulgação - Capa CD

@carlossmaciel

Quando a baiana Lívia Nery lançou o EP "Vulcanidades" (2017), despertou uma série de curiosidades no meio artístico independente. Dona de uma voz leve e suave, as suas construções musicais, as novas sonoridades e experimentações causaram boas surpresas. Este foi o seu passo inicial para o sonhado primeiro álbum.

Para tornar concreto o seu objetivo, ela partiu para um "crownfounding", conhecida forma de financiamento coletivo. Encontrou apoio de amigos e interessados na sua obra, que "compraram" e colaboraram com a sua ideia. Lívia, que também é multi-instrumentista, já transita há alguns anos no universo underground da música. Sua trajetória já é conhecida por estar sempre participando de eventos musicais, sejam eles em praças, teatro ou onde mais a música couber e ela possa se apresentar. Isso fez com que ela se tornasse muito respeitada no meio e sendo citada em muitas publicações aqui e lá fora.

Facebook - Foto Sirc Heart

Estranha Melodia (2019) é o título desse grandioso trabalho, nele a compositora e cantora Lívia se despe de sentimentos aflorados e memórias afetivas para brindar a todos com uma inspirada veia poética. São 13 composições inéditas em que o ouvinte vai sendo conduzido por cada uma faixa, já dominado para a próxima que vem a seguir. os estilos passeiam entrelaçados entre si numa perfeita conexão. O pop, o neo-soul, a eletrônica e a MPB se cruzam pelo disco desde a bela batida da faixa título "Nessa estranha melodia / Quero brincar / Nessa estranha melodia / Quando eu penso que é/  No que eu vi já se foi", até se encerrar com a experimental "Spiritual (Lívia Nery)", única faixa em inglês do disco. Tudo bem estruturado numa ótima atmosfera sonora, criada sem pressa, alternando para várias possibilidades.

Lívia Nery - Estranha Melodia


No álbum, apesar de coeso, além de Estranha Melodia (Lívia Nery), os destaques ficam com Beco do Sossego (Lívia Nery), Quem Se Imaginou? (Lívia Nery / Ricardo Santana) que tem versos contundentes: "Ele era um país/ Roía o osso/ Da usura, do maltrato/ Do tirano desalmado", sem falar de Sintoma de Amor (Lívia Nery). Esta última foi lançada no ano passado e bém executada em rádios segmentadas.

Lívia Nery - Sintoma de Amor


A produção foi da própria artista com a parceria de Curumim, que inclusive participa de várias faixas. Outros nomes como Edgar Scandurra (guitarra em Ave e Sal), João Deogracias, Maurício Badé,  e Tatiana Lírio, dentre outros, colaboraram no ótimo lançamento desse disco. A linda capa teve fotografia de Caroline Bittencourt e arte de Victória Zacconi Aquino. A distribuição do material é do selo Máquina de Louco, do BaianaSystem, e também está em todas as plataformas digitais

https://open.spotify.com/album/3LUmxhuwhg1lJd6RhiMl3V

Lívia Nery - Quem se imaginou?


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Castello Branco "abraça" a música eletrônica no projeto Castello Dança: Sintoma

Capa CD

@carlossmaciel

O primeiro disco do carioca Castello Branco intitulado "Serviço" foi lançado em 2013. Com uma proposta ligada a filosofia e música, o álbum foi bem recebido pela crítica. No início da carreira, ainda na sua fase adolescente, sua primeira banda não durou muito, a galera achava que ele não cantava bem, mas que tinha futuro. Ainda bem, pois isso o estimulou a seguir seu destino.

O projeto Castello Dança: Sintoma, lançado no final de outubro, focado na música eletrônica, é um presente para os seus fãs que conheceram esse mesmo repertório no "Sintoma", lançado no ano passado. Agora, as mesmas músicas ganharam remixagens.

Castello Branco denomina o seu estilo de "ufoclore". Segundo ele "É um som que tem a capacidade de se conectar com o sobrenatural e, ao mesmo tempo, traz referências folclóricas, uma sabedoria popular, congo e batuques."

A reconstrução das faixas eletronicamente mostra que o artista busca um outro astral para o disco, desta vez elas ganham as pistas sem perder a sua aura contemplativa. É outra forma de conectar a sua musicalidade  ao que ele considera a "mãe" de todos os sons. Segundo ele, "Não é um estilo, é a capacidade de você sintetizar o som".

A surpresa já começa com "O Peso do Meu Coração", com participação do DJ Thomash. Essa canção tem uma forma magnética sensacional, ela é "recortada" gradualmente e ganha corpo durante os seus 5:22. Já "Providência" é um lounge bem pra cima, com um backing vocal bem suave. "Evidente" com participação de Tomás Tróia Remix, é outra pegada bem legal.

Bem, sem querer descrever faixa a faixa, o disco é uma grande viagem por esse experimentalismo de Castello Branco, em conjunto com produtores e DJ estrangeiros que vale a gente escutar cada detalhe.

Já disponível nas plataformas digitais, o álbum também ganhou versão vinil.

Ah! Castello também passeia  pela literatura. Ele é o autor do livro "Simpatia", lançado de forma independente, em Portugal em 2016.

O Peso do Meu Coração - versão remix



O Peso do Meu Coração - versão original


Evidente - (Tomás Tróia Remix)


Providência (Nu Remix)



sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Alaska lança "Ninguém Vai Me Ouvir", e experimenta uma outra sonoridade

Imagem internet


@carlossmaciel

Por mais estranho que o "ar" possa parecer ou está, o rock sempre sobrevive. Nos últimos anos no Brasil, o estilo já não pontua no topo das paradas de sucesso, mas isso não impede o surgimento de várias bandas. A Alaska, banda paulista de rock, é uma delas. Depois do álbum de estréia "Ondas" (2015), com um som mais pesado, foi lançado no dia 31 de agosto em todas plataformas sociais o seu sucessor, "Ninguém Vai Me Ouvir".



Capa CD

Esse álbum quebra um pouco a continuidade do anterior que tinha com um dos destaques a música "Alto Mar" e era voltado principalmente, para a guitarra como som principal. Nesse novo álbum, os sintetizadores e elementos eletrônicos se fazem mais presentes, sem contudo, deixar o rock totalmente de lado.

Para André Ribeiro (vocalista) "A ruptura surgiu de maneira natural, como resposta dos nossos próprios descontentamentos e frustrações enquanto artistas, em relação ao que era - e ainda é - esperado por nós como uma suposta "banda de rock".

Cd Completo

O som e as letras do novo disco são recheadas de esperanças, os temas escolhidos são de questões humanas que povoam a mente de todos.

Alaska - _vazio

A formação do grupo paulistano tem André Ribeiro (guitarra / vocal), Nicolas Csiky (bateria), André Raeder (guitarra), Vitor Dechem (teclado, guitarra e voz) e Wallace Schmidt (baixo).

Para recordar, o vídeo de "Alto-Mar" do disco "Ondas":

Alaska - Alto-Mar (2015)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A obra de Marina Lima na roupagem de Qinho.

Divulgação

@Carlossmaciel

Geralmente quando alguém se propõe a reinterpretar sucessos consagrados de um artista, alguns puristas torcem o nariz. Muitas vezes com razão, claro. O desafio não é fácil quando se trata da obra de uma grande artista como Marina Lima. O jovem cantor carioca Qinho entrou nessa parada. Após participar do programa televisivo "Versões" no Canal Bis, interpretando canções de Marina, o artista lançou o EP Fullgás. Esse projeto de cantar Marina lima, vem desde 2016, e o EP, com quatro músicas foi lançado no ano passado. A partir daí, ele resolveu condensar outras músicas da artista e no final pintou "Qinho Canta Marina", com 10 sucessos.

Qinho & Marina Lima - Virgem


Com um toque de modernidade, ele buscou revisá-la com arranjos eletrônicos e beats inteligentes, sem perder a originalidade das obras. Qinho mostra para a nova galera, o que Marina Lima já havia apresentado desde o inicio da sua carreira: ser uma artista contemporânea.

Algumas músicas como "Charme do Mundo" (Marina Lima / Antonio Cícero, 1981) e "Nada Por Mim" (Herbert Vianna / Paula Toller, 1985) tiveram os seus arranjos quase intactos. Já "Fullgás" (Marina Lima/ Antonio Cícero, 1984) não há uma mudança perceptível e como se nada dela pudesse ter alteração, mas sem soar aquele tipo "mais do mesmo". Outras canções sim, tiveram novas elaborações, a sensibilidade de Qinho em "visitar" esses clássicos do pop nacional merece elogios.

Qinho - Fullgás

O trabalho foi lançado pela Biscoito Fino, e teve capa assinada por Fernando Young. Qinho (voz e guitarra) contou com Gui Marques (teclados e bass synth) e Carlos Sales (bateria) na elaboração final deste ótimo disco, que não decepciona nem mesmo os verdadeiros fãs  da artista.

Em tempo, a própria Marina assina um texto publicado no encarte do CD.

Faixas:

1- Á Francesa (Claudio Zoli / Antonio Cícero, 1989)
2- Nada Por Mim (Herbert Vianna / Paula Toller, 1985)
3- Acontecimentos (Marina Lima / Antonio Cícero, 1991)
4- Me Chama (Lobão, 1984)
5- Uma Noite e Meia (Renato Rocket, 1987)
6- Fullgás (Marina Lima / Antonio Cícero, 1984)
7- Criança (Marina Lima, 1991)
8- Veneno (Veleno) (Alfredo Polacci, 1948, em versão em português de Nelson Mota, 1984)
9- Charme do Mundo (Marina Lima / Antonio Cícero, 1981)
10- Virgem (Marina Lima / Antonio Cícero, 1987)


João Gomes foi a segunda atração da super sexta no Festival de Inverno Bahia e embalou o público com muitos sucessos

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