ÓTICAS SOL - O olhos iluminam a vida!

ÓTICAS SOL  - O olhos iluminam a vida!
Rua J.J. Seabra, centro - Itapetinga (77) 8145-2952 ou Itororó (73) 99802-7724
Mostrando postagens com marcador Folk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folk. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

2023, o ano em que importantes lançamentos chegam aos 50 anos. Veja alguns dessa lista.

 



@carlinhosmaciel.oficial

O ano de 2023 é para celebrar lançamentos que completam 5 décadas e que de alguma forma deixaram marcas indeléveis para a música brasileira. Muitos deles de artistas que não estão mais entre nós, mas que seus discos serão sempre lembrados e escutados.

De Gilberto Gil a Elis Regina, mesmo que não representaram vendas significativas mas ficaram na memória daqueles que amam a música brasileira.


TIM MAIA - RÉU CONFESSO


Este álbum foi lançado pela gravadora Polygram. Foi o quarto disco de estúdio do artista. Nele tem dois dos seus maiores sucessos: Gostava Tanto de Você e Réu Confesso. Tim Maia faleceu em 1998.


GILBERTO GIL - CIDADE DE SALVADOR


O artista baiano, no ano de 1973, pôs o seu violão - marca evidente neste disco - e nessa aventura saiu um dos seus hits mais importantes, o sucesso Eu Só Quero Um Xodó, música do eterno Luiz Gonzaga (1912-1989), consta neste álbum também a música Meio de Campo.


GAL COSTA - ÍNDIA 

Em plena efervescência da ditadura, só a capa desse disco de Gal Costa (1945-2022)  já impactava nas lojas. O fotógrafo Antônio Guerreiro disse que a capa foi um acaso, já que a gravadora queria que a cantora posasse de índia em alusão ao título do disco. Então surgiu Gal vestida de tanga e uma saia de franjas de palha, ainda por colocar.

Este álbum icônico foi dirigido por Gilberto Gil e tem apenas 9 canções, dentre elas, "Volta" de Lupicinio Rodrigues (1914-1974), e "Índia" que dá o nome ao disco.

Quando a capa do álbum, obviamente que foi censurada, e por incrível que pareça a medida provisória oficial dessa censura só caiu em 2015.


Outra detalhe importante, foi que a gravadora resolveu colocar o LP embalado numa capa azul e por dentro o formato original, o público comprava também pela curiosidade.



CAETANO VELOSO - ARAÇÁ AZUL


Lançado em janeiro de 1993, Araçá Azul foi o quinto disco na carreira de Caetano Veloso. O álbum lançado pela gravadora Philips Record, mostrava um artista que voltava do exílio e queria experimentar novas sonoridades. 

Caetano Veloso - Araçá Azul

Essa experiência não teve apoio dos seus fãs e o disco foi um fracasso de vendas. Segundo notícias da época, houve devoluções expressivas daqueles que adquiriram o disco. Ou seja, Cae não foi bem entendido pelo público da época.                                               As 10 faixas são: 1-Viola, meu Bem 2-De Conversa - Cravo e Canela, 3-Tu me Acostumbraste, 4-Gilberto Misterioso, 5-De Palavra em Palavra, 6-De Cara - Eu Quero Essa Mulher, 7-Sugar Cane Fields Forever, 8-Júlia, 9-Moreno Épico e 10-Araçá Azul. 


ELIS - ELIS REGINA 

A cantora gaúcha chegava aos 28 anos de idade no ano de 1973. O disco intitulado apenas com seu nome Elis, foi o décimo primeiro disco de estúdio na sua brilhante carreira. 

Elis Regina (1945-1982) foi criticada neste lançamento pelo excesso de cuidados com a técnica. Isso deixou os fãs frustrados, pois eles acharam que ficou o lado emocional da cantora.

Gilberto Gil teve quatro composições suas neste disco: "Oriente", "Meio de Campo", "Morena Doente", "Meio de Campo" e "Ladeira da Preguiça". Outras quatro faixas ficaram com João Bosco e Aldir Blanc: "Caçador de Esmeralda", "Agnus Sei", "Cabaré" e "Comadre". As faixas que completam o álbum são "Folhas Secas", composta por Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, e para fechar: "É Com Esse Que Eu Vou" de Pedro Caetano. 

 

SECOS E MOLHADOS 



O disco lançado em 1973 vendeu mais de 1.000.000 de cópias. João Ricardo, Ney Matogrosso, Gerson Conrad e Marcelo Frias, - este último foi o baterista, apareceu na capa do disco, mas desistiu do continuar projeto. Eles surgiram com um som mais pesado, com uma mistura de glam rock, pop psicodélico e folk. A banda inovava em sonoridade e maquiagem a nossa MPB, isso foi um choque para um Brasil com um regime ditatorial em voga. 

As músicas mais conhecidas deste álbum dos Secos e Molhados são "Rosa de Hiroshima", "Sangue Latino", "O Vira" e "Assim Assado". 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A banda Carne Doce mostra amadurecimento no lançamento do seu quarto disco

Carne Doce - capa - divulgação

 @carlossmaciel

Para quem acha que Goiânia é terra só de artistas sertanejos, a banda de rock alternativo Carne Doce prova que há espaço para todos os sons. Surgida na levada desses últimos anos com outras ótimas bandas que pintaram no mercado, eles caminham pelos palcos e festivais brasileiros levando seu som com muita criatividade. 

Na sexta-feira (18), lançaram o quarto álbum, "Interior", já disponível nas principais plataformas digitais. Para quem conhece os álbuns anteriores vai perceber que eles cresceram. Se antes havia um "q" meio radical, às vezes em letras e sons, neste último está mais leve. 

Carne Doce - foto: Gustavo Rodrigues

Salma Jô, cantora e letrista da banda, define este disco como o mais positivo e tranquilo da carreira "É um álbum mais solar, generoso, amigável do que os outros, que são mais soturnos, escuros", avalia. Segundo ela, este é o melhor álbum deles, ela acha que a Carne Doce chegou ao amadurecimento. "Ele é o melhor em relação aos outros, porque a gente sente que se aprimora e esse é o resultado: um disco bom de uma banda que se encontrou e agora tem muita experiência".

Em "Interior" tem uma variedade de estilos, desde o folk rock, até o reggae, dub, samba e trap. Ou seja, eles resolveram experimentar de tudo um pouco sem perder a originalidade de ser uma banda de rock goiana. As 12 faixas do disco refletem muito bem tudo isso. As letras falam de amor, resiliência, conflitos e esperanças.

Na letra de "Hater", eles falam de coisas que proliferam hoje nas redes sociais. A faixa fala "sobre inveja, ressentimento, sobre ódio, e por isso também sobre falta de amor-próprio, sobre desejar o desejo do outro. Uma forma conflituosa de identificação e ressentimento" (Extraído do release oficial da banda)

É só falando de mim

Que você se sente bem

Que você faz o seu melhor

Que você é um sucesso

Mas se eu passo por perto

Baixa a cabeça e paralisa

Esquece como se respira

Já não parece tão esperto.

No Instagram Carne Doce  eles escreveram: "Nossa música é contemporânea, moderna e universal, mas também é música do interior. Neste novo álbum demonstramos o domínio alcançado a partir deste lugar, em sua mais alta forma poética e instrumental".

Na capa do disco tem como símbolo um pequi cortado ao meio, fruta típica da região central, com a polpa dourada e o caroço espinhoso à mostra, como prova da origem da banda.

Faixas:

1- Temporal

2- Interior

3- Hater

4- Garoto

5- Saudade

6- Passarin

7- A Partida

8- Sonho

9- Fake

10- Cérebro Bobo

11- A Caçada

12- De Graça


Temporal - Carne Doce

De Graça - Carne Doce

Saudade - Carne Doce

terça-feira, 21 de abril de 2020

Novo single de Anavitória fala de esperança em um novo amanhã

Anavitoria - imagem sujeita a direitos autorais

@carlossmaciel

Em meio a tantas coisas estranhas acontecendo, tanto isolamento social, os artistas, com suas canções vem trazendo alento para todos. A música serve de consolo para todo esse confinamento, esse "ficar em casa" para se proteger. No meio de tudo isso, a dupla Anavítória lançou neste mês o seu mais novo single "Me Conta da Tua Janela". 

A balada, gravada em casa pelas duas artistas, fala de esperança, de encontros no futuro, depois que passar toda essa tormenta do coronavírus. O objetivo real da canção foi propositadamente voltado para a "quarentena". Ana Caetano compôs a uma parte da música, mostrou um trecho para os amigos e recebeu o incentivo de Vitória Falcão, assim nasceu esse novo single.

A música também ganhou um clipe simples que mostra as duas artistas sentadas na frente de casa, Ana toca violão, enquanto que remotamente o produtor Tô Brandileone toca sintetizador, faz o coro e os assobios para criar o clima da canção. 

Veja o clipe e a letra:



Me Conta Da Tua Janela

Anavitória
Passa aqui depois das seis?Sei lá, tô com saudade de te encontrarÉ que aqui em Sampa tá quieto demaisE as minhas paredes parecem fronteiras
Se não der, tenta ligarA gente resume a distânciaMe conta da tua janelaMe diz que o mundo não vai acabarMe conta da tua janelaE me diz que o mundo não vai acabar
Daqui, eu vi o tempo pararPra gente se lembrar da força que é alguém do ladoPra gente entender que nós e o chão somos a mesma coisaE os dias são contados pra gente viver
Se o tumulto perdurarAcalme esse teu peito aflitoTe fiz essa canção, amigoContigo é que eu quero cantarEu fiz essa canção, amigoPro mundo inteiro se curar
Daqui, eu vi o tempo pararPra gente se lembrar da força que é alguém do ladoPra gente entender que nós e o chão somos a mesma coisaE os dias são contados pra gente viver
Passa aqui depois das seis?Sei lá, tô com saudade de te encontrarMe conta da tua janelaMe diz que o mundo não vai acabarEu fiz essa canção, amigoPro mundo inteiro se curar

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Anavitória canta Nando Reis no CD "N"


I
Imagem sujeita a direitos autorais
@carlossmaciel

Se tem um duo que deu certo na música brasileira atual, esse é o Anavitória. Chegando ao terceiro álbum da carreira (elas começaram em 2016), elas lançaram no dia 29 de novembro, um disco só com canções de Nando Reis. O disco é chamado "N" - título de uma das músicas do ex-integrante dos Titãs - e é composto por oito faixas e três vinhetas, onde Nando cita algumas coisas interessantes em relação a ser artista, músico etc.


Capa do álbum "N"

Para elas, esse é um momento importante, pois são canções do artista que elas mais gostam de cantar.  Na rede social elas postaram o seguinte:

"Nosso 3º album tá no mundo. 8 músicas 'costuradas como uma colcha madrigal'. Ouça inteiro! 29 minutos e 11 segundos. Direto. É um filme de ouvido. Nando, nenhuma palavra parece caber, mas você sabe. A gente sabe. Te amamos!"

No disco tem sucessos como "Pra Você Guardei o Amor", "Relicário", "Espatódea","Dois Rios", dentre outras. Esse novo álbum já está disponível nas plataformas digitais. Aproveite e ouça também "O Tempo é Agora", o disco do duo lançado no ano passado. Folk music de muita qualidade.

Pra Você Guardei O Amor






sexta-feira, 27 de setembro de 2019

No 5º disco de estúdio, Céu fala de amor para combater os contrários

Divulgação


@carlossmaciel

Se para alguns a "famosa" sexta feira 13, soa estranho, para a cantora Céu, é um dia como qualquer outro, se bem que todo mundo tenha lá suas místicas, talvez esta tenha sido a razão da mesma ter escolhido esse dia para o lançamento do seu quinto disco de estúdio. O título em si é um tanto quanto estranho, o nome APKÁ! é um grito pronunciado pelo seu segundo filho, Antonino, nos seus momentos de alegria e segundo ela, tem um significado especial: "Em tempos de contrastes, sombra e luz, deixo registrado esse singelo grito pessoal de uma porção de amor que ressignificou algumas vez o mais sombrio estado de espírito".


Imagem - Facebook

Este é o momento ideal para alguém falar de amor, mesmo que os tempos não sejam tão claros e parece  querer caminhar por outra dimensão. Em sua conta no Instagram, Céu explica todo o contexto deste álbum: "Meu disco/grito (APKÁ!) tem amor, ternura, contrastes, raiva, incompreensão, incômodos, desejos de renovação. Feito por uma pessoa que tá [sic] buscando respostas, brasileira, mulher, mãe, compositora e cantora, vivendo a loucura que tem sido viver em 2019 no Brasil, Planeta Terra".

A gravação do álbum se deu no início deste ano em parceria com o duo Tropkillaz, contou com a produção musical orquestrada por Pupillo e Hervé Salters do grupo General Eletriks, da França. Os dois também fazem parcerias com ela em algumas composições, que ainda tem composições de  Caetano Veloso, Dinho Almeida da banda Boogarins,   A canção "Coreto", na segunda faixa, foi a escolhida para apresentar o disco que contém outras 10 músicas. 




1. Off (Sad siri) (Céu/ Hervé Salters)

2. Coreto (Céu)

3. Forçar o verão (Céu)

4. Corpocontinente (Céu)

5. Pardo (Caetano Veloso)

6. Nada irreal (Céu / Hervé Salters)

7. Make sure your head is above (Dinho Almeida)

8. Fênix do amor (Céu / Hervé Salters / Pupillo)

9. Rotação (Céu / Hervé Saletrs)

10. Ocitocina (Charged) (Céu / Hervé Salters / Pupillo)

11. Eye contact (Céu / Hervé Saletrs)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Nina Fernandes suaviza com "Digitando..." (EP), seu segundo trabalho

Capa EP

@carlossmaciel

Na nova MPB tem surgido alguns nomes interessantes, a maioria voltado para o estilo mais "lual", ou seja muito violão, um certo "descompromisso" - no bom sentido - e uma batida folk ou pop-folk. Dentre esses nomes temos a Nina Fernandes  com apenas 19 anos. Cantora-compositora de voz suave e leve, com uma doçura na forma de interpretar. Desde o primeiro disco auto-intitulado, que foi lançado há dois anos, e duas canções entraram logo nos setlists de sucessos: "Estrada" e "Cruel" (esta última fez parte da trilha da novela Tempo de Amar  da Rede Globo). Para uma cantora tão jovem, sem dúvida que isso já era uma demonstração do seu talento.

Nesta sexta-feira 11, ela disponibilizou nas plataformas de streamings, o seu segundo trabalho "Digitando..."(Slap - Som Livre) com 6 faixas, nele contém as já conhecidas na rede: "Casa" e "Beijo". Na música "Arroz com Feijão" tem a participação da banda OutroEu



As suas composições tem um jeito meio adolescente e vem sempre falando de relações cotidianas e coisas do tipo, e tem a mesma linha da dupla Anavitória, Mar Aberto, Ana Vilela, Melim...

Em março, Nina participado do NAVE, festival de música criado por Ana Caetano e Vitória Falcão (Anavitória), que acontecerá no Espaço das Américas, em São Paulo. No line-up só artistas e bandas da nova geração da música brasileira, como Mariana Nolasco, Rubel e OutroEu.

Faixas:

1- Casa
2- Beijo
3- Tempo
4- Arroz com Feijão (part. OutroEu)
5- Alice
6- Ninar



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A energia suave do "Solar" do gaúcho Jéf

Capa CD - (divulgação)

@carlossmaciel

O cantor gaúcho Jéf, é um daqueles caras que ficam "passeando" pelo underground do pop rock nacional, mesmo fazendo bons trabalhos. A sua trajetória musical decolou quando venceu o reality show "Breakout Brasil" do Canal Sony em 2014, e assinou contrato com a gravadora Sony. No mesmo ano lançou o cd "Leve" e no ano seguinte "Interior".

Jéferson de Souza (Jéf) é músico, compositor, escritor e publicitário, o seu estilo é indie folk com influências de Los Hermanos, da banda inglesa Athlete, da cantora canadense Feist e The Beatles.

divulgação

O seu terceiro álbum intitulado "Solar", chega depois de um hiato de três anos. É um disco que ganha em energia e suavidade, tudo conectado ao mesmo tempo. É como se através dele, o artista deixasse escapar algo que estivesse guardado e tivesse chegado o momento de ser compartilhado. As letras falam das várias nuances de relacionamentos, só que poeticamente bem construídas

A música de abertura é a faixa-titulo "Solar" - ela funciona como uma dica das outras que virão em sequência. Um dos destaques é a folk "Ameno", que conta com a participação de Ana Caetano (Anavitória), tem uma melodia leve e alegre, com um clima bem "lual".


Eu costumo dizer que com boa garimpagem se descobre grandes tesouros, e esta é a dica da semana.

Já disponível nas plataformas digitais, o CD autoral conta com 10 ótimas faixas.

1- Solar
2- Até o Fim
3- O Melhor de Nós
4- Feito Amor
5- Ameno (feat. Ana Caetano)
6- Menina
7- Mesmo
8- Monstro
9- O Caminho
10-Onde Foi





sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A leveza musical de Phill Veras em seu novo álbum: Alma

Imagem Internet


@carlossmaciel


No seu novo disco, o cantor/compositor Phill Veras se inspirou em assuntos bem espiritualizados, segundo o que ele disse: "Sobretudo no significado das cores dentro da espiritualidade". Essa descrição foi dada no lançamento da canção "Me leva", primeiro single escolhido do recente álbum "Alma".

capa cd

O trabalho mostra que a qualidade da sua música continua em alta. O maranhense Phill Veras, faz parte da boa leva de artistas indie - pop - folk surgida nos últimos anos e que fazem a chamada "nova MPB".



Em um clima slow dance song, bem condensado em letras poéticas, o cantor mostra todo o seu processo de criação dos últimos anos. O seu primeiro trabalho foi o EP "Valsa e Vapor (2012)", com boa repercussão de crítica. Após esse EP, veio o primeiro CD gravado em estúdio, intitulado "Gaveta (2013)" e em seguida "Carpete (2014)". Esse hiato de quatro anos deu a ele o tempo necessário para condensar a sua experiência em mais um grande álbum na carreira.



Em "Alma" você encontra o frescor de música pop, com roupagens bem legais e que de alguma forma cativa a quem ouve, talvez seja pela pegada meio voz e violão ou algo assim. Outro detalhe: é o primeiro que ele produz sozinho, e o resultado final é muito bom.

Faixas:

1. Fantástico
2. Bússola
3. Me Leva
4. Pedra por Pedra
5. Sob um Só Sol
6. Deixa de Ser Bom
7. Movimento por Aí
8. Vem
9. Chora o Menino
10. Meu Cinema
11. Das Palavras a Pele
12. Quando Acabar a Festa




domingo, 6 de novembro de 2011

Tiê mergulha no segundo disco com segurança

@carlossmaciel

Pra começar, saca só essa letra: " Já não te tenho por perto / Eu vou tomar um sorvete / Pra alegrar o meu dia/ Já que você não veio na mala / Eu vou dormir na sala / Pra mudar a rotina". Com esse recado na música "Pra Alegrar o Meu Dia", a linda Tiê diz o que significa a sua música nesse universo de boas canções do novo álbum "A Coruja e o Coração". Se com "Sweet Jardim (2009), a sua aclamação entre críticos e público, apesar de não ter havido um hit nas emissoras populares, foi boa, acredito que nesse será bem melhor.

Na simplicidade e singeleza do seu cantar, ela vai prendendo o ouvinte a cada acorde. Para ela o menos é mais, e como boa discípula do minimalista Bauhaus, ela vai depurando cada música com seu jeito especial de interpretá-la. Na canção "Perto Distante", ela diz que: "Quem garante que o que você/ É o que o outro espera de você", portanto, dela você pode esperar tudo e ao mesmo tempo nada, pois o seu universo é o da total simplicidade.

O primeiro single do disco é "Piscar o Olho", cujos versos são: "Foi só piscar o olho/ Eu me apaixonei enfim/ No meio da fumaça / Ele também gostou de mim/ O tempo foi passando e o nosso amor saiu do chão" Essa é a Tiê, que também fez um cover para a canção "Você Não Vale Nada" do Dorgival Dantas, que ficou sensacional.

O álbum é composto de 11 cançoes nos estilos pop, folk e indie e conta com a participação de cantor-compositor uruguaio Jorge Dexler na música "Perto e Distante". O futuro será muito bom para essa menina.

Tiê - Piscar o Olho

























terça-feira, 25 de maio de 2010

ROBERTA CAMPOS, VARRENDO A LUA




@carloss maciel

Estava eu nas minhas pesquisas/escuta e derrepente me encontro com a voz singela, suave e cativante de Roberta Campos. Essa mineirinha tem um 'quê' de doçura no timbre vocal que mostra o quanto é grande o seu talento. Compõe e produz as próprias músicas, e por isso vai “Varrendo a Lua” buscando a “Felicidade” “Aqui, Ali”  “De Janeiro a Janeiro”. Ela sabe aparar as arestas de cada música com uma mestria de quem sabe o caminho que está percorrendo.

Varrendo a Lua (Roberta Campos)

As influencias musicais da menina atravessa o Clube da Esquina e chega até Joni Mitchell, Bob Dylan e Roberto Carlos, então se percebe que o Rock, a MPB e o Folk são suas estradas preferidas. O álbum “Varrendo a Lua”(Deckdisc) tem “Para Aquelas Perguntas Tortas” música-título do seu disco anterior e uma pérola composta por Marcio Borges e Lô Borges, que já foi gravado por Milton Nascimento em 2003 “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, onde ela faz uma interpretação cheia de sentimentos e pureza.

Nando Reis e Roberta Campos - imagem internet

O Nando Reis faz dueto na música “De Janeiro a Janeiro” e nessa canção, não há necessidade de se fazer muitos comentários, porque está simplesmente maravilhosa “Vou te amar de janeiro a janeiro até o mundo acabar...” diz a letra da canção e com razão. Bem, estes são alguns dos destaques do álbum da mineira de Caetanópolis que uma mostra ser uma grata descoberta para a música brasileira.

Pois é, a Roberta Campos é mais um talento escondido nesse imenso Brasil. O curioso é que o disco está disponível nos três formatos: CD, vinil e digital. Vale a pena dá uma escutada. Abra os ouvidos para a nova MPB!
http://www.myspace.com/robertacampos

Carlos Maciel, radialista, professor e apaixonado por música de qualidade.
carlossmaciel@yahoo.com.br

sábado, 3 de abril de 2010

BANDA GENTILEZA, POP-INDIE-ROCK-MPB DE CURITIBA


Olá pessoal, depois de alguns dias “fora” do mundo internético-pesquisador, (se não existe essa palavra, ela acaba de ser inventada) eu estou de volta  desta vez “passeando” por sons brasileiros e independentes ou indie - como querem alguns. Bem, lá pras bandas de Curitiba, uma moçada bem diferente, multicolorida, vem mandando uma mistura de milhões de coisas e que no final sai um som bem legal; o nome deles? Banda Gentileza. 

De cara, a apresentação dessa moçada no myspace diz que eles são seis artistas que costuram valsa, música caipira, bolero, leste europeu e samba com fio do rock. Para aqueles que gostam de navegar nessas praias alternativas, é uma boa sacada, principalmente, levando em conta o que povoa nossos cérebros e ouvidos no dia a dia nas emissoras de rádios, então quando pinta algo novo (e eu tenho a mania de buscar ser diferente (apesar de algumas vezes, parecer igual) é hora de se comemorar. Então você pode ficar pensando – Ué! é tão diferente assim? Pois é, na verdade não é tão diferente, apenas segue uma linha fora do que o mercado propõe - que são aquelas batidas iguais as outras complementadas com letras piegas, que não preciso nem citar os conteúdos e assim por diante. 

A Banda Gentileza, que em alguns momentos parece com Pedro Luís e A Parede, Lenine, etc., (não sem razão o produtor deles é o Plínio Profeta que já trabalhou com todos os citados e mais Lucas Santana, Tiê, O Rappa, dentre outros) conta com músicos competentíssimos (os seis tocam 16 instrumentos) e a poesia de Heitor Humberto (Voz, guitarra, violino e cavaquinho) que fica latente em todo o álbum, com impressionante qualidade - coisa um pouco rara na música atual. O resultado é que ao escutar o disco deles, fica difícil rotulá-los em qual estilo eles são mais presentes. Mesmo assim com toda a mistura, o rock continua a dominar a maior parte do bom disco de estréia, talvez, quem sabe, eles tapem o buraco deixado pelos Los Hermanos. 

A formação da banda: Artur Lipori :: trompete, guitarra, baixo, kazuo; Diego Perin :: baixo, concertina; Diogo Fernandes :: bateria ; Emílio Mercuri :: guitarra, violão, viola caipira, ukelele, backings; Heitor Humberto :: vozes, guitarra, violino, cavaquinho; Tetê Fontoura :: saxofone, teclado e para finalizar: o bom é que você pode baixar o disco gratuitamente no site http://www.rocknbeats.com.br/download-discos-independentes/bandagentileza/ e fazer a sua própria avaliação.


Fonte: Carlos Maciel, professor, radialista e apaixonado por música - carlossmaciel@yahoo.com.br

João Gomes foi a segunda atração da super sexta no Festival de Inverno Bahia e embalou o público com muitos sucessos

João Gomes — Foto: Laécio Lacerda Um dos shows mais esperados do Festival era o de João Gomes. O artista pernambucano subiu ao palco quase a...